Por Victoria Malloy
Sentindo-se sobrecarregado? Estar perto de um desses ambientes já ajuda a desacelerar
Você já se perguntou por que sua mente parece instantaneamente mais leve ao se deparar com árvores? Ou por que o oceano tem o poder quase automático de te colocar num estado meditativo? Ambientes ao ar livre têm efeitos comprovados sobre o sistema nervoso — e o alívio é rápido.
Pense nisso: florestas nos aterram. Montanhas nos elevam. A água nos abre. As selvas nos despertam. Até mesmo sentar num parque, debaixo de uma árvore, tem efeito restaurador.
Ainda assim, apesar de tudo isso, vivemos numa era dominada por espaços fechados. O americano médio passa cerca de 90% do tempo dentro de casa — e estamos cada vez mais colados em telas que consomem horas do nosso dia, aumentam o estresse e drenam nossa energia mental.
Ambientes naturais, por outro lado, ativam o sistema nervoso parassimpático, que ajuda o corpo a se acalmar e oferece um tipo de reinicialização fisiológica. E mais: diferentes paisagens têm impactos positivos distintos sobre o bem-estar.
Apenas dois minutos observando a água já podem provocar relaxamento. Um estudo sobre a resposta psicológica a sons de água demonstrou que, em apenas um minuto ouvindo o som de uma nascente, as emoções negativas dos participantes caíram em cerca de 67%, e os índices de bem-estar restaurativo praticamente dobraram.
A visão e o som da água em movimento em ambientes “azuis” — como costas marítimas, rios e lagos — geram a mesma “fascinação suave” que sentimos em áreas verdes, permitindo que a mente divague e se recupere da sobrecarga cognitiva sem estímulo excessivo.
A exposição a esses ecossistemas complexos favorece o bem-estar mental e tem sido associada a níveis mais altos de resiliência psicológica e maior engajamento emocional.