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Por Jade Rezende

As mudanças climáticas já são um desafio claro para quem busca atividades ao ar livre e o turismo de natureza no Brasil e no mundo. Trilhas alagadas, calor extremo fora de época, ventos imprevisíveis e eventos climáticos cada vez mais intensos pressionam turistas, operadores e destinos a repensarem seus modelos de atividade e gestão no território.

No turismo, esse movimento já é percebido por pesquisadores e profissionais que estudam como o setor se relaciona com a transição climática global. “Toda a nossa vida é baseada em impacto [ambiental] e emissão de carbono. Hoje a gente consegue ter um balanço bom do que o turista emite quando faz escolhas de viagem e daí, desse impacto total, uma parcela importante é como ele se desloca”, explica o professor Paulo Henrique Assis Feitosa da ECA-USP, idealizador da pesquisa Competitividade Internacional do Turismo no Brasil no Contexto de Transição Climática.

Em contraste com práticas predatórias, como a caça de animais, o turismo, quando bem conduzido, se torna uma ferramenta potente de desenvolvimento econômico sustentável. Ele pode ser predatório se feito de forma irresponsável, mas também pode ser uma força positiva quando prioriza a conservação.

Olhar para o clima como um fator de risco e também de oportunidade passa a ser essencial. Isso significa não apenas medir emissões, mas também entender como mudanças locais afetam diretamente a vivência no território, desde trilhas clássicas que se tornam mais quentes e secas até mudanças na fauna e flora que alteram expectativas ecológicas de uma região.

Mesmo trabalhando com ideais sustentáveis, ainda há o que se pensar. Alguns dos maiores desafios para operar viagens de baixo impacto no Brasil envolvem:

Mesmo sabendo que mudanças climáticas vão além de atitudes individuais, reconhecemos que decisões pessoais são extensões dos nossos valores, e a forma como viajamos mostra muito sobre como enxergamos o mundo.

Transformando o turismo de natureza

A emergência climática, amplamente documentada por pesquisas científicas, é uma realidade que já se manifesta na rotina de quem vive experiências ao ar livre: padrões meteorológicos cada vez menos previsíveis, chuvas torrenciais, períodos secos prolongados e picos de temperatura que colocam em risco desde maratonas de trilha até expedições de montanha.

Nesse contexto, trazer o tema para o centro da discussão no ambiente de atividades outdoor e turismo de natureza é também uma forma de ampliar a consciência sobre a crise climática além de fóruns científicos e políticos, conectando vivências pessoais com dados globais de mudança.

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